É a primeira Marcha Mundial que percorrerá todo o planeta pedindo o fim das guerras, das armas nucleares, e a eliminação de todo o tipo de violência. É uma organização do Mundo sem Guerras.
O prémio nobel da Literatura português, José Saramago, aderiu à Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência
“É certo que existe uma terrível desigualdade entre as forças materiais que proclamam a necessidade da guerra e as forças morais que defendem o direito à paz, mas também é certo que, ao longo da História, só com a vontade dos homens a vontade de outros homens pôde ser vencida. Não temos que nos confrontar com forças transcendentais mas sim, e apenas isso, com outros homens. Trata-se, por isso, de tornar mais forte a vontade de paz que a vontade de guerra. Trata-se de participar na mobilização geral de luta pela paz: é a vida da Humanidade que estamos a defender, esta de hoje e a de amanhã, que talvez se perca se não a defendermos neste momento. A humanidade não é uma abstração retórica, é carne sofredora e espírito em ânsia, e é também uma inesgotável esperança. A paz é possível se nos mobilizarmos para a conseguir. Nas consciências e nas ruas.” José Saramago, mensagem de apoio à Marcha Mundial
20 de Novembro Clube Literário do Porto (Rua Nova da Alfândega, 22 Porto)
"São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem."
Agostinho da Silva, in 'Cartas a um Jovem Filósofo'
Este documentário, produzido pela Alfândega Filmes, segue o percurso biográfico de Agostinho da Silva, um dos mais paradoxais pensadores portugueses do século XX. Ao longo de 79 minutos, o realizador brasileiro João Rodrigo Mattos percorre todas as cidades e regiões por onde o filósofo português passou, entre Portugal e o Brasil. O documentário reúne numerosos depoimentos de pessoas das esferas cultural, social e política, tais como Manoel de Oliveira, Caetano Veloso ou Mário Soares. É uma excelente oportunidade para conhecer melhor um pensador livre e inconformado, que tem sido relegado para um plano marginal no panorama cultural português, talvez por sempre ter andado à margem do convencional.
13 de Novembro Maria vai com as outras (Rua do Almada, 443)
Wuhan é uma cidade no centro da China do tamanho de Londres, onde o realizador Weijun Chen dirigiu uma experiência sobre democracia. Uma turma do 3º ano da Evergreen Primary School encontra pela primeira vez a democracia, ao levar a cabo a eleição para o cargo de delegado de turma. Crianças de oito anos competem entre elas pelo lugar, incentivados pelos professores e por pais empenhados. As eleições na China ocorrem apenas dentro do Partido Comunista, mas recentemente milhões de chineses votaram na sua versão de Ídolo da cultura “Pop”. O objectivo da experiência de Weijun Chen é perceber como seria recebida a democracia na China. A democracia é um valor universal, próprio da natureza humana? As eleições caminham inevitavelmente para a manipulação? PLEASE VOTE FOR ME é um retrato de uma sociedade através de uma escola, das crianças e das suas famílias.
“Why Democracy?” é um projecto documental, que utiliza o filme para iniciar uma discussão global sobre a democracia.
"Persépolis" é a história de uma menina que cresce no Irão durante a Revolução islâmica, a história autobiográfica de Marjane Satrapi, que já dera origem a quatro livros de banda desenhada. É através dos olhos da destemida Marjane, de nove anos, que é vista a esperança de um povo ser destruída quando os fundamentalistas tomam o poder, forçando as mulheres a usar o véu e prendendo milhares de pessoas. Inteligente e extrovertida, Marjane consegue, mesmo apesar das proibições, descobrir a cultura punk, os Abba ou os Iron Maiden. Mas quando o tio é cruelmente executado e as bombas começam a cair sobre Teerão durante a Guerra com o Iraque, o medo começa a ganhar forma. E a ousadia de Marjane torna-se uma preocupação para os pais que acabam por tomar a difícil decisão de a enviar para uma escola na Áustria. Aí, sozinha, Marjane é confundida com o fundamentalismo religioso, exactamente aquilo de que fugiu do seu país. Mas, com o tempo, acaba por ser aceite. Quando termina o liceu, Marjane decide regressar ao Irão, mas aos 24 anos percebe que não pode continuar a viver no seu país, que trocará pela França, numa decisão cheia de optimismo face ao futuro. Distinguido com o Prémio do Júri no Festival de Cannes, o filme foi candidato ao Óscar de melhor longa-metragem de animação e, entre outras distinções, ganhou o Prémio do Público nos festivais de São Paulo e Roterdão e foi considerado o Melhor Filme de Animação pelo círculo de críticos de Nova Iorque e Los Angeles.
Mais uma iniciativa incluída na Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência
O título deste ciclo de cinema alternativo, Discriminação e Não-Violência, tem a ver com dois temas fundamentais para o Movimento Humanista e para a Amnistia Internacional, que aceitaram este desafio proposto por um colaborador de ambas as organizações. O que propomos é bem mais do que um ciclo de cinema: depois de cada exibição, haverá um momento para o intercâmbio de opiniões, experiências, testemunhos sobre o tipo de violência/discriminação focado no filme e formas de superar essa violência, vias não-violentas de superar os conflitos. O registo dos filmes escolhidos é sobretudo o do documentário, embora com diversas nuances e uma excepção: um filme de animação logo a abrir! A entrada é livre. Agradecemos às entidades que nos apoiaram e aos estabelecimentos culturais onde vão ser exibidos os filmes.